Cosme Velho

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Pontos Turísticos do Bairro    

Cosme Velho é um bairro situado na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, anteriormente conhecido como Águas Férreas, geograficamente ligado ao bairro das Laranjeiras, posto que a principal via que une os dois bairros, se confunde em continuidade sem, entretanto, possuir qualquer sinal de interrupção, identificada, cada qual, pelos nomes de seus respectivos bairros. O bairro possui atualmente uma população predominantemente da classe média e média alta, excluindo-se a população habitante das comunidades, hoje uma constante na maioria dos bairros de toda a cidade.

O bairro recebeu este nome em homenagem ao comerciante português Cosme Velho Pereira que, no século XVI, morava na parte mais elevada do Vale do Carioca. Na parte mais baixa do vale existente havia grande número de laranjeiras, também originando o nome do bairro vizinho.

No final da Rua Cosme Velho encontra-se o Túnel Rebouças, que permite o acesso aos bairros contíguos de toda zona sul, bem com Santa Teresa, pelas ruas Conselheiro Lampreia ou pela Ladeira do Ascurra. Em sentido contrário, descendo a Rua Cosme Velho, chega-se a Laranjeiras, Largo do Machado, Catete, Flamengo e Glória.

O Rio Carioca tem importante papel na origem, tanto no bairro do Cosme Velho como no bairro de Laranjeiras. Seu curso está canalizado em sua maior parte, permanecendo a céu aberto na região do Largo ou Beco do Boticário, onde ainda é possível observar, ainda,  parte original e natural do rio. Entretanto, naquela época, à céu aberto, suas águas límpidas e totalmente utilizáveis, eram recolhidas por escravos "agueiros", que as transportavam em barris,  para utilização de seus senhores.

A nascente do rio se encontra na região do Silvestre e suas águas eram captadas na "Mãe D´água", para abastecer o aqueduto do Silvestre, dando origem ao aqueduto que atravessava a Lapa, cuja memória foi preservada pelos Arcos da Lapa, atualmente a única lembrança daquela contrução. Essa região, com temperaturas amenas, era uma das preferidas pela população da cidade, no século XIX. De sua nascente, o Rio Carioca desce pelo vale, passando subterraneamente canalizado por toda extensão dos bairros do Cosme Velho, e Laranjeiras, chegando, finalmente, na antiga Praia do Sapateiro, atual Praia do Flamengo, onde suas águas são encaminhadas ao mar, após passar por uma estação de tratamento. 

O Cosme Velho ainda guarda o charme dos bairros marcados pelo passado. Residência de pessoas, foi (ou ainda é)  endereço de artistas, escritores e compositores, bem como de personalidades que escreveram a
história do Rio antigo e contemporâneo como:
Machado de Assis
Manuel Bandeira
Euclides da Cunha
Austregésilo de Athayde
Alceu Amoroso Lima
Cecília Meireles
Roberto Marinho
Jorge Mautner e muitos outros. 


Pontos Turísticos

Bica da Rainha

Exatamente no Nº 381 da Rua Cosme Velho, está situada a Bica da Rainha, no interior de um pequeno terreno, em nível inferior ao da rua, para onde se desce por uma escada de nove degraus. Ao fundo, um  muro, tendo, ao centro uma fachada de linhas clássicas, com duas pilastras, com bases,  ligadas  superiormente  por  uma  cimalha,  que  suporta  uma platibanda, tendo ao meio uma cartela com a data de 1.845, e, de cada lado, uma rosácea.

Era esse lugar o preferido de toda a elite carioca, para passeios, quer em cadeirinhas, a cavalo, ou até mesmo a pé. Assim, a rainha D. Maria I, quando saía a passeio, freqüentemente aí aparecia em companhia de suas damas da corte, daí provindo a frase repetida pelo povo: “Maria vai com as outras”, em virtude de ser ela louca. E esse dito ficou até hoje com a significação para aquelas
que não se sabem governar.

E o povo acostumou-se tanto com a rainha Maria I, que denominou a fonte das águas férreas de Bica da Rainha, e, por seu falecimento em 1815, continuou como lugar predileto de Carlota Joaquina, esposa de d. João VI, que costumava ir aí refrescar os ardores do seu temperamento.

O povo muito freqüentava nessa época a fonte, em virtude de suas propriedades terapêuticas; principalmente, aqueles que sofriam de falta de sangue, pois eram escassos os recursos para o tratamento, para o qual, hoje, entretanto, abarrotam o mercado de preparados estrangeiros.

Há uns trinta anos atrás, estava em completo abandono; um comerciante, porém, requereu ao Conselho Municipal permissão para edificar um botequim, o que foi negado. Mais tarde, um outro particular restaurou-a, pondo em condições de ser visitada.

Abaixo da cimalha, entre as pilastras, está em letras de relevo o nome “Bica da Rainha”, separado do corpo central por um filete que corre em toda extensão, Ao centro da fonte, uma janela com esquadria de pedra (pintada), coroando-a com um pequeno ornato: uma concha, tendo simetricamente aos lados volutas. Esta abertura é vedada por uma grade de ferro de belíssimo desenho, a qual se abre como porta. Na base, acha-se uma grossa bica que jorra sobre um tanque de pedra. A fonte é protegida ou separada da via pública por uma grade de ferro, tendo um portão ao centro.

No alto da fonte, em uma tabuleta pintada e quase ilegível, um aviso ao público: “Pede-se respeitar as matas da união e as particulares, conservando-as com carinho, para que não venham sofrer os mananciais desta lendária fonte de águas férreas.

Rua Cosme Velho Nº 381 - Cosme Velho
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Instituto Cultural Austregésilo de Athaide

No Cosme Velho viveram muitos escritores e artistas e a história do bairro está indelevelmente marcada pela lembrança de ter sido escolhido por Machado de Assis para ali residir.
Para lembrar e prosseguir na seara deixada por Austregésilo de Athayde, O Instituto preservara um pouco da história recente da cidade e do país na casa que ele comprou e restaurou em 1942, encantado pelo parque e
jardim que a cerca.
 
Em maio de 2006, foi criado o “Instituto Cultural Austregésilo de Athayde” que tem sede junto ao Casarão de Austregésilo de Athayde,  além de atividades culturais,será criado um “Centro de Memória dos Direitos Humanos”, com a preservação dos arquivos de Austregésilo de Athayde, que poderia vir a ser referência nacional e internacional sobre o tema.

Dessa forma, além de preservar a memória do brasileiro que redigiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, estará sendo oferecido ao Cosme Velho e à cidade, um Centro Cultural e de lazer que atenderá às necessidades dessa área, com ênfase na difusão do hábito da leitura, com a biblioteca infantil.

O  objetivo  principal  é  dotar  a  cidade  de  mais  um  pólo  cultural diversificado, e  de  referência  para  o desenvolvimento humano e social que certamente, pelo  fim a  que se destina, alcançará repercussão em todo o País.

Austragésilo de Athaide, Pernabucano, nascido em Caruarú, no ano de 1898, Austregésilo de Athayde passou a juventude no Ceará, veio para o Rio em 1919 e aqui iniciou-se no jornalismo, profissão que exerceu até duas semanas antes de falecer, em setembro de 1993, às vésperas de completar 95 anos de idade. Fundador dos Diários Associados, ao lado de Assis Chateaubriand, Austregésilo de Athayde pautou sua carreira pela defesa dos ideais do liberalismo político pregado por Rui Barbosa e por suas idéias sofreu prisões e exílio, na época do Estado Novo.  

Em 1948 participou da delegação brasileira à Terceira Assembléia Geral das Nações Unidas, realizada em Paris e foi indicado pelo Chanceler Raul Fernandes para integrar a Terceira Comissão daquela Assembléia, encarregada de redigir a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Terminados os trabalhos da redação da carta, o representante brasileiro foi escolhido pelos seus colegas de Comissão, entre os quais a Sra. Eleanor Roosevelt e o jurista francês René Cassin, prêmio Nobel da Paz em 1968 para  representar  e  defender, junto  à  Assembléia  Geral,  o  texto  por eles redigido, aprovado e promulgado no dia 10 de dezembro de 1948.

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1951, sete anos mais tarde, em 1958, Austregésilo de Athayde foi levado à presidência daquela Casa e reeleito a cada dezembro, nos 36 anos seguintes. No exercício da
residência da ABL, Austregésilo de Athayde atuou de forma incisiva no sentido de preservar e aumentar o prestígio da instituição como referência cultural brasileira. Defendeu e conseguiu a permanência da Academia no Rio de Janeiro quando da mudança da capital para Brasília e aumentou consideravelmente o patrimônio da Academia de tal forma que hoje a instituição pode realizar o seu programa de pólo cultural, sem depender de subsídios ou doações governamentais.

Após a reforma recebida, promovida pela família de Athaide, ( O Casarão ) nome carinhosamente recebido, contará com diversas atividades culturais tais como:
Sarau Literário
Oficinas Culturais
Ensaios Teatrais
Pequenos Shows Musicais
Aula de Dança de Salão
Exposições de Artes Plásticas e etc
.

O Instituto tem projetos, aprovados pela Lei Rouanet, para criar uma biblioteca infanto-juvenil para o bairro, promover visitas guiadas na casa, onde serão exibidos vídeos sobre Austregésilo e uma exposição sobre sua vida e obra, também a criação do portal do Instituto Cultural A.A., onde estarão disponível seus artigos, fotos, correspondência, diplomas, etc.

A direção geral do Instituto é de Clara Sandroni e a direção de oficinas e eventos de Graça Gomes.
 

(21) 2265-3536
Rua Cosme velho Nº 599 - Cosme Velho
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Largo do Boticário

Ele faz parte do roteiro turístico da cidade, é um dos mais belos recantos do Cosme Velho e fica bem pertinho da Estação do Trenzinho do Corcovado, mas a maioria dos visitantes que recebe vem de outros países. Apesar de
estar eternizado nas telas de muitos pintores e de ser cenário e fontes de inspiração para diversos escritores, poetas e cronistas, o Largo do Boticário ainda é território pouquíssimo explorado pelo carioca. Aliás, o riacho
que corta o Largo, o Rio Carioca - chamado assim pelos índios tamoios -, empresta seu nome a todo aquele que nasce na cidade do Rio de Janeiro, e muita gente nem se dá conta de que ele está lá.

Rua Cosme Velho, altura do número Nº 822
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Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil

O Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil está localizado a 30 metros da estação do trenzinho que leva ao Corcovado, em uma casa tombada pelo Patrimônio Histórico, cercada de mangueiras centenárias, em área de mais de 1000 metros quadrados, encontra-se o Museu Naïf .
O MIAN reúne hoje o maior e mais completo acervo do mundo no gênero. São mais de 6000 obras de pintores de todos os Estados do Brasil e de mais de 100 países, desde o século XV aos dias de hoje, registrando a História da Arte Naïf.  Um espaço para a cultura e o lazer...

O MIAN oferece atualmente a seus visitantes um variado conjunto de atrações. Chega a quase uma dezena o número de espaços para exposições temporárias e permanentes e para atividades de entretenimento oferecidas ao público visitante.
Na Lojinha do Artista o visitante encontra obras dos mais renomados artistas naïfs. Há também camisetas, sacolas, posters, cartões postais e outros objetos com motivos naïf, além de catálogos e literatura relacionada com este gênero de arte.

No Café do MIAN há um pequeno espaço gastronômico, onde se encontram mesinhas com cadeiras, que o visitante pode também usar como local para um tranquilo bate-papo. Por ocasião de visitas escolares previamente agendadas, é servido um pique-nique aos pequenos visitantes.
Para quem deseja se desenvolver como artista ou artesão, o MIAN oferece diversos cursos que são ministrados em sua sala de aulas, junto ao jardim existente no fundo do terreno. Cursos de pintura, pátina, mosaico, tear manual e outros tantos são oferecidos com regularidade a um público sempre crescente.

O Museu é tombado pela Municipalidade. 

Rua Cosme Velho, 561 - Cosme Velho
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Trem do Corcovado

É impossível imaginar uma viagem ao Rio de Janeiro sem uma visita ao Cristo Redentor.

No Cosme Velho fica localizada a Estação da Estrada de Ferro Corcovado, onde se pega o trem que vai até o alto do morro. Foi a primeira estada de ferro construída no Brasil para fins turísticos, com concessão dada a Pereira Passos, seu trecho inicial até a Paineiras foi inaugurado em 1884, no ano seguinte foi estendida até o Corcovado.
 
Localizado no alto do Morro do Corcovado, o monumento é a imagem brasileira mais conhecida no mundo.
Todos os anos mais de 600 mil pessoas são levadas ao Cristo Redentor pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado, o passeio turístico mais antigo do país.
 
Além de se deslumbrar ao ver pelas janelas do trem as paisagens mais bonitas da Cidade Maravilhosa, o passageiro faz um passeio através da história do Brasil.
 
Inaugurado em 1884 pelo Imperador D. Pedro II, o Trem do Corcovado já levou Papas, Reis, Príncipes, Presidentes da República, artistas e cientistas. É também um passeio ecológico. O trem atravessa a maior floresta urbana do mundo: o Parque Nacional da Tijuca, um pedaço da mata atlântica que é considerado um exemplo de preservação da natureza.
 
E quem viaja pela Estrada de Ferro do Corcovado ajuda a manter a floresta: o trem é elétrico e, por isso, não polui; além disso, parte da arrecadação da bilheteria é destinada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para
conservação da mata.

Email:  trem@corcovado.com.br

Site:  www.corcovado.com.br

Rua Cosme Velho, 513 - Cosme Velho
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